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Emagrecer ou não. Eis a questão.
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- Categoria: Pessoal
- Publicado em Terça, 05 Julho 2011 15:42
- Escrito por Ney Felipe
Certo dia eu passei pela cantina da academia e a moça que trabalhava lá estava comendo chocolate. Era uma terça-feira a tarde e eu, muito inconvenientemente, perguntei a ela se ela achava certo comer aquilo que ela estava comendo. Sugeri um iogurte natural, algo do tipo. Ela falou para mim “eu prefiro ser feliz do que ser magra”. Eu respondi “tá certo!” e me retirei.
A nossa mente está o tempo inteiro tentando fazer um acordo. Um contrato. Ela coloca na balança se o prazer de comer é melhor que o prazer de se olhar no espelho e ficar satisfeito com o próprio corpo. Alguns preferem o prazer de comer, o comodismo do sedentarismo. Outros preferem o prazer de caber na roupa que gostam, subir na balança sem surpresas e sentir-se leve durante o dia. É questão de preferência.
Supondo que uma pessoa que se alimente quatro vezes por dia , leve (chutando alto) 45 minutos em cada refeição, temos aí 3 horas comendo, ou seja 12,5% do dia comendo. Isso é um percentual relativamente baixo. Se eu assumir que sobram 87,5% do dia para essa pessoa fazer o que quiser (inclusive dormir que é também uma terapia) posso me indagar se essa pessoa que prefere passar 12,5% apenas do tempo feliz , satisfeita, não está sendo (pelo menos matematicamente) ignorante.
Eu prefiro passar 87,5% do tempo feliz.
Não estou sendo um carrasco. Estou sendo real e um pouco impaciente já.
Impaciente porque existem pessoas que querem, de algum jeito, enganar o próprio corpo. Burlar o próprio sistema fisiológico que não pode ser burlado , pois está sujeito às leis da termodinâmica, da física, etc. Você não pode querer gozar (existem exceções metabólicas) de orgias gastronômicas e não pagar um preço orgânico por isso. Você pode escolher qual o percentual do dia que você vai se manter satisfeito, você pode praticar muito exercício, você pode domar seu “Shrek” interior, entre outras coisas. Mas você não pode comer tudo que quer e o que vê pela frente e brigar com o universo porque você “não sabe porque engorda”.
Você sabe sim!
Você pensa que come pouco, mas não come.
Você pensa que, em últimos casos você vai achar no final do arco íris um potinho mágico dourado escrito “fat burner” e ali está a solução para a sua vida.
Na verdade, a culpa nem é toda sua. Você foi educado pra acreditar nisso por alguns veículos de informação irresponsáveis.
Mas somos incautos sim. Achamos uma perda de tempo perguntar para o profissional o que ele acha disso ou daquilo. Achamos mais em conta seguir a dieta da revista. Achamos melhor menosprezar o que o educador físico nos alerta e seguir o treino da Fulana de Tal com o personal Ciclano de Tal. Isso porque poucos se dão conta da individualidade biológica. Porém individualidade biológica é tudo. É o que separa a tua impressão digital da minha!
Os vendedores das mais diversas formulas milagrosas e dos produtos “da moda” não sabem muito bem o que é individualidade biológica. Sequer arriscam citar algum estudo realmente relevante nos rótulos. E quando aparece algum...surpresa...é de um laboratório particular.
Uma das coisas mais valiosas que aprendi com minha orientadora de mestrado , a Profa Rosana de Morais é questionar os estudos, ir afundo em cada artigo e ver o que se esconde nele. Agora, se é preciso ir assim em um aritgo publicado em um periódico nacional ,imagina como deve ser nossa postura diante de um produto que promete solucionar nosso problema de sobrepeso!
Engraçado, as revistas de dieta colocam “Conheça a nova formula do momento” . Ótimo, aí você vai folhar a revista e a única referência que eles colocam é “uma universidade na Califórnia descobriu que a erva reduz 5 cm de cintura por mês”. Que universidade era essa? Que estudo era esse? Quais os viés do mesmo?
É esse tipo de senso de dúvida que eu gostaria que as pessoas tivessem antes de correr atrás do que está na moda. Um conselho prático que minha avó sempre me deu é “não invente moda” .Creio que isso pode ser aplicado nesse contexto!
Até uma próxima,
Ney Felipe Fernandes.
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Casos de sucesso
Meu nome é Rafael, tenho 23 anos e sou de Curitiba – PR. Desde pequeno sempre fui uma criança acima do peso e nunca me pareceu um problema conviver com aquela aparência. O tempo foi passando, eu continuava igual e não fazia nada para mudar. Minha única atividade física era o futebol semanalmente. Comia de tudo sem medir esforços.

